Automação que sobrevive ao primeiro erro
O fluxo que funciona no dia bom é fácil. O que importa é o que acontece às três da manhã, quando a API do outro lado cai.
Automação é escrita para o caminho feliz e vive no caminho infeliz. A API responde 500, o webhook chega duplicado, a planilha muda de coluna, o cliente digita o telefone com um espaço a mais.
Três coisas que eu nunca deixo de fora
Idempotência: o mesmo webhook pode chegar duas vezes, e o sistema precisa produzir o mesmo resultado. Sem isso, o cliente recebe duas cobranças e você descobre pelo suporte.
Retry com espera crescente: falha de rede é temporária na maioria das vezes. Tentar de novo imediatamente, três vezes seguidas, é a forma mais rápida de transformar uma instabilidade em bloqueio.
Log do que rodou: não o log que o framework gera sozinho, mas o registro legível de qual gatilho disparou, com qual entrada e qual resultado. É o que transforma "não funcionou" em uma resposta em cinco minutos.
Fila é quase sempre a resposta
Quando o volume cresce, processar direto no webhook para de funcionar. Colocar uma fila no meio custa pouco no começo e evita a reescrita inteira depois — além de dar, de graça, o lugar certo para reprocessar o que falhou.
O teste que vale
Derrube a dependência de propósito e veja o que acontece. Se o fluxo perde dado, ele não está pronto. Se ele para, reclama e retoma de onde estava quando a dependência volta, está.